domingo, 11 de novembro de 2012

Ir


Há portas por fechar
Portas que eu tenho de fechar. Tenho de seguir em frente, sem ninguém ao meu lado, sozinha e inteira. Tenho de ir.
Há portas difíceis de fechar. Tenho de deixar de ser parte de ti e tu tens de deixar de me pertencer. Há laços que têm de se romper. Dói, magoa. Deixei de perguntar porquê, deixei de tentar entender as razões que fazem desta a tua única opção. Esta é a tua opção, que tem de ser a minha realidade.
A nossa história, tudo o que escrevemos juntos, faz de mim um livro cheio, quero guardar tudo com carinho, quero sentir sempre toda a felicidade que vivi ao teu lado. E quero ser uma pessoa feliz, por ter vivido tudo isto. E com toda a serenidade, com a impassibilidade possível, vou fechar este livro, vou terminar a nossa história. Vou guardar em mim todos os sorrisos, vou recordar sempre todas as nossas aventuras, mas vou fechar o livro. Com tranquilidade vou fechar esta porta. Como deve ser. Com a certeza que tudo foi feito, tudo foi escrito e eu fui tudo o que sou. Com a certeza que ainda sou tudo isso.
Vou guardar, como quem guarda um tesouro. Porque tudo foi uma preciosidade, foram os momentos, os pequenos detalhes que fizeram a nossa história encantada. Se não os sentiste, se não a amas-te como eu amei, sou eu que saio a ganhar. Eu fui inteira, completamente feliz e entreguei-me inteira e completamente e é dessa forma, inteira e completa que hoje fecho… esta porta.
Com a certeza que ainda vou ser tudo isso.

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