sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Urgente!


A minha única urgência é a de valorizar.
É a urgência de não deixar escapar nenhum pormenor que hoje ou amanhã me farão sorrir.
É a urgência de dar valor a tudo o que tenho, de relativizar o que me tenta entristecer, porque apenas eu consigo controlar o sorriso em mim que os outros vêm, é o meu sorriso, é a minha boa disposição e sou responsável por ela. Posso não ver a importância ou a influência que faz na vida das pessoas que me rodeiam, posso não perceber que a minha piada faz o problema daquela pessoa desaparecer por instantes, posso até pensar que ninguém se apercebe daquela situação engraçada, mas posso deixar que aconteça, posso deixar que exista tudo, no mundo que partilho com tantas pessoas.
É urgente para mim sentir tudo o que o mundo tem, procurar encontrar as diferentes faces de mim. Ser todas as faces, cada uma a seu tempo.
É urgente para mim valorizar o próximo, encontrar valor nas pessoas e nesse valor reconhecer o meu.
Porque eu sou a diferença que quero ver no mundo. E essa diferença é urgente.

domingo, 11 de novembro de 2012

Ir


Há portas por fechar
Portas que eu tenho de fechar. Tenho de seguir em frente, sem ninguém ao meu lado, sozinha e inteira. Tenho de ir.
Há portas difíceis de fechar. Tenho de deixar de ser parte de ti e tu tens de deixar de me pertencer. Há laços que têm de se romper. Dói, magoa. Deixei de perguntar porquê, deixei de tentar entender as razões que fazem desta a tua única opção. Esta é a tua opção, que tem de ser a minha realidade.
A nossa história, tudo o que escrevemos juntos, faz de mim um livro cheio, quero guardar tudo com carinho, quero sentir sempre toda a felicidade que vivi ao teu lado. E quero ser uma pessoa feliz, por ter vivido tudo isto. E com toda a serenidade, com a impassibilidade possível, vou fechar este livro, vou terminar a nossa história. Vou guardar em mim todos os sorrisos, vou recordar sempre todas as nossas aventuras, mas vou fechar o livro. Com tranquilidade vou fechar esta porta. Como deve ser. Com a certeza que tudo foi feito, tudo foi escrito e eu fui tudo o que sou. Com a certeza que ainda sou tudo isso.
Vou guardar, como quem guarda um tesouro. Porque tudo foi uma preciosidade, foram os momentos, os pequenos detalhes que fizeram a nossa história encantada. Se não os sentiste, se não a amas-te como eu amei, sou eu que saio a ganhar. Eu fui inteira, completamente feliz e entreguei-me inteira e completamente e é dessa forma, inteira e completa que hoje fecho… esta porta.
Com a certeza que ainda vou ser tudo isso.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Às vezes



Às vezes paro. Sinto o ar a parar. Deixo de fazer sentido e a razão evapora-se.
Às vezes torna-se difícil.
Sei que sou feita daquela matéria, instável e volátil e que este sorriso que vês se pode desmoronar ao esperar tanto tempo por aquelas palavras.
Às vezes sei que não vou esperar. Muitas vezes tenho até certeza que já não as quero ouvir. Mas às vezes paro. Sinto-me parar e desejo que tudo tivesse sido diferente. Desejo intensamente que tudo ainda venha a ser diferente.   
If Only!

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

A minha Inércia


Nas aulas vejo as fórmulas complicadas e mirabolantes para explicar o momento de inércia de um sistema de partículas discretas.
Conseguia explicar de uma maneira muito mais simples o momento de inércia desta pessoa pouco discreta.       Não fazer, não querer de todo fazer.
Que fórmula complicada conseguiria juntar todas as minhas variáveis, viesse talvez o Srº Feynman tentar simplificar esta fórmula e transformá-la em algo interessante. Que fórmula absurda juntaria numa linha quem viveu rodeada de pessoas de artes e ama o despercebido, com quem estudou tanto da nossa física e química cientifica e agora se vê rendida à engenharia. Que fórmula complicada seria esta de me identificar.                     Eu, que não sou percebida, decifrável.
Sou este momento de inércia, cheia de partículas pouco discretas. 
Está a brincar Srº Feynman!