Qual é a
minha essência.
Que aroma
sentes quando o vento passa por mim.
Que som se
solta quando eu sinto esta necessidade de te dizer. Que parte de mim levas contigo, qual é a expressão que acabas por recordar.
Qual é a piada de que nos rimos que tu voltas a contar.
Qual é o vento do norte que eu insisto em não seguir.
Este vento que teima em orientar-me quando tudo o que mais quero é viver assim, à deriva.
Porque a vida virou-me do avesso, tirou-me o chão e a razão. E eu descobri que é à deriva que se fazem as grandes conquistas, é o desconhecido que me faz viver tão intensamente. Porque o avesso, é afinal, o meu lado certo.
Qual é o
vento de norte que passa por mim e me deixa intacta. Eu não tenho norte.


